Na cara, o vento forte
No coração, a dor
No caminhar, o coração
E o vento a levar
a vida que bate
na cara da dor
E o coração a caminhar
através da força do vento
que bate na cara...
Silvia Ferrante - poema e foto
Sou arteira! Escritora, poeta, fotógrafa, cantora, artesã, meio atriz, produtora, etc. Viver assim é uma luta constante, é um abrir a alma, um desencontrar-se....reinventar-se, voar.....
domingo, 18 de junho de 2017
quinta-feira, 8 de junho de 2017
Amizade!
Hoje foi dia de bater papo com os alunos do segundo ano do Colégio Experimental Integrado. A convite da Professora Neiva Machado, passamos algum tempo com a criançada que leu o livro "Juju e Tatinha", de minha autoria.
Sempre bem recebida, e com muita coisa pra responder, hoje tivemos a participação especial de Zé Martins, estudante de História, que usou o livro "A Primeira Dama", para pesquisa de seu TCC.
O tema de hoje foi a amizade, a importância do respeito e carinho com os amigos. Criançada muito participativa e ativa!
Ao final da conversa, depois das fotos, muitos autógrafos distribuídos, com minha letra horrorosa!
Mais uma vez, agradeço à Professora Neiva, que me trata sempre com enorme carinho!

sexta-feira, 2 de junho de 2017
Conversa com alunos da EMEB Profa. Luci Teixeira da Cunha
Manhã movimentada a de hoje. Começamos o dia num encontro mais que delicioso, com os alunos da EMEB Profa. Luci Teixeira da Cunha, que leram os livros infantis: "Juju e Tatinha" e "Clarinha e a Fada da Luz", junto com suas professoras.
Os alunos em questão, estudam no 2º ano. São crianças super interessadas e interessantes. Imaginem que ganhei até um livro autografado, escrito por uma dessas crianças, o Weslei. Outros me contaram que também escrevem e falaram do quanto gostam de ler. Recebi muito desenhos, flores, recadinhos e carinho sem fim, dessas crianças que gostaram muito das histórias que escrevi para eles.
Hoje consegui levar minha neta Júlia, a Juju do livro e eles se encantaram em ver a personagem ali, pertinho deles.
São encontros como esses que me fazem continuar, apesar de toda dificuldade que encontro em meu caminho! Valeu criançada, valeu Professoras: Neiva e Lu. Obrigada à Diretora Elisete!
Espero voltar mais vezes! Beijos e carinho!
Os alunos em questão, estudam no 2º ano. São crianças super interessadas e interessantes. Imaginem que ganhei até um livro autografado, escrito por uma dessas crianças, o Weslei. Outros me contaram que também escrevem e falaram do quanto gostam de ler. Recebi muito desenhos, flores, recadinhos e carinho sem fim, dessas crianças que gostaram muito das histórias que escrevi para eles.
Hoje consegui levar minha neta Júlia, a Juju do livro e eles se encantaram em ver a personagem ali, pertinho deles.
São encontros como esses que me fazem continuar, apesar de toda dificuldade que encontro em meu caminho! Valeu criançada, valeu Professoras: Neiva e Lu. Obrigada à Diretora Elisete!
Espero voltar mais vezes! Beijos e carinho!
terça-feira, 30 de maio de 2017
Ah! Mar....
Todo dia, todo mar
Amar nos move
Nos leva além mar
Infinitude plena
No ir e vir das ondas...
Na espuma salgada dos corpos
Que assim como as ondas
Vem e vão
Poema/Foto: Silvia Ferrante
quarta-feira, 10 de maio de 2017
Ainda sobre domingo na Paulista
Na postagem anterior lhes contei sobre como foi o não recebimento do meu certificado do Concurso de Poesia Contemporânea Brasileira, e disse que aproveitei para caminhar pela Avenida Paulista, centro de tantas e tantas ações neste meu País.
Durante a caminhada, fomos abordados por várias pessoas, cada uma oferecendo algo, pedindo uma participação, como aquela que pede um minuto de silêncio. (Eu fiz, José não deu conta, rsrs)
Fomos abordados por um rapaz descabelado e com um jeito feliz, que me chamou atenção.
Ele trazia em suas mãos, vários livretos, feitos artesanalmente, que continham poemas de sua autoria. Veio parar justo em minhas mãos...
Escrevi para ele quando terminei de ler os poemas escritos e pedi autorização para repartir com vocês os poemas dele.
Ele, o Luiz silva (escrito assim mesmo), me autorizou, por isso peço
que leiam e saboreiem as palavras desse poeta:
*
Meu deus
pelo amor de deus
eu quero ser medíocre pra sempre
pra já ir garantindo
um lugarzinho pra mim lá no céu
Porque aqui na terra nada cai do céu
e pra conseguir alguma coisa
tem que ser na porrada
ou revirando o lixo
Meu deus
eu não quero ser ninguém nessa vida
pra não ter que jogar a minha vida no lixo
pra que outro cate
e ganhe algo com isso
Meu deus
tenha piedade de mim
e se souber de alguém
que queira comprar minha alma
venda ou troque por bala
mas faça alguma coisa por mim!
Luiz silva
*
Eu queria botar no papel
o silêncio
e todas as palavras que joguei ao vento
mas nem sequer reconheço
a minha letra...
Luiz silva
*
Tento não pensar
e isso me basta
para perceber que são inúteis
as minhas palavras...
Luiz silva
Fico aqui a reler, reler, reler....
Silvia Ferrante - Texto e Foto
A foto retrata minha volta pra casa. Da janela do ônibus.....
Durante a caminhada, fomos abordados por várias pessoas, cada uma oferecendo algo, pedindo uma participação, como aquela que pede um minuto de silêncio. (Eu fiz, José não deu conta, rsrs)
Fomos abordados por um rapaz descabelado e com um jeito feliz, que me chamou atenção.
Ele trazia em suas mãos, vários livretos, feitos artesanalmente, que continham poemas de sua autoria. Veio parar justo em minhas mãos...
Escrevi para ele quando terminei de ler os poemas escritos e pedi autorização para repartir com vocês os poemas dele.
Ele, o Luiz silva (escrito assim mesmo), me autorizou, por isso peço
que leiam e saboreiem as palavras desse poeta:
*
Meu deus
pelo amor de deus
eu quero ser medíocre pra sempre
pra já ir garantindo
um lugarzinho pra mim lá no céu
Porque aqui na terra nada cai do céu
e pra conseguir alguma coisa
tem que ser na porrada
ou revirando o lixo
Meu deus
eu não quero ser ninguém nessa vida
pra não ter que jogar a minha vida no lixo
pra que outro cate
e ganhe algo com isso
Meu deus
tenha piedade de mim
e se souber de alguém
que queira comprar minha alma
venda ou troque por bala
mas faça alguma coisa por mim!
Luiz silva
*
Eu queria botar no papel
o silêncio
e todas as palavras que joguei ao vento
mas nem sequer reconheço
a minha letra...
Luiz silva
*
Tento não pensar
e isso me basta
para perceber que são inúteis
as minhas palavras...
Luiz silva
Fico aqui a reler, reler, reler....
Silvia Ferrante - Texto e Foto
A foto retrata minha volta pra casa. Da janela do ônibus.....
terça-feira, 9 de maio de 2017
SOBRE O PRÊMIO DE POESIA CONTEMPORÂNEA BRASILEIRA – 2017
Alguns
amigos me perguntaram como foi a cerimônia de entrega do Prêmio de Poesia, do
qual fui uma das classificadas; respondo: não foi, rsrs.
Cheguei
10 minutos atrasada, por causa do horário de ônibus São João - São Paulo e o
Teatro Gazeta já estava com as portas fechadas e seus 700 lugares tomados.
Muita
gente brava no saguão, ameaças, tumulto generalizado.
Fiz
uma foto lá fora mesmo com o Editor português, Luiz Raimundo, da Chiado
Editora, que espero, tenha sobrevivido. Comprei o meu exemplar e fui embora
andar pela Avenida Paulista, maravilhosa aos domingos, com meu eterno e amado
amigo Zezzo Fonseca.
Gostaria
de dar uns “pitacos” sobre esse evento: uma festa grandiosa dessas, deveria ser
programada para um espaço maior. Pois se são 1.500 autores, mais famílias e
amigos, não seria mesmo possível caber num espaço de 700 lugares apenas. Um dos
autores mais bravos havia chegado de Belém do Pará para o evento, ficou de fora
como tantos outros e estava furioso, com razão, Belém é longe demais.
Se
a Chiado tem todo este prestígio com as pessoas, deveria também prestigiá-las,
dando-lhes a chance de participar de um evento para o qual foram convidadas.
A
escrita é tão desprestigiada neste nosso país, que quando temos um evento deste
porte, ficamos felizes e queremos estar lá.
Por
isso, peço aos organizadores: revejam suas atitudes e tentem acertar numa
próxima. Não tratem as pessoas como se não tivessem importância, todos temos, e
muita!
É
isso! Aguardo meu certificado chegar pelo Correio, que será outro
problema......
Silvia
Ferrante – maio 2017
Foto: Silvia Ferrante
quinta-feira, 4 de maio de 2017
Poucas palavras...
"hoje as palavras estão escassas...
Não quis escrever aqui, nada daquilo que existia.
hoje as palavras estão escassas...
O absurdo em que o mundo imergiu, roubou-me as letras.
hoje as palavras estão escassas....
E somem na escuridão que aos poucos chega."
Texto e foto: Silvia Ferrante
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